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De Jovem Aprendiz a Empreendedor

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Fui criado em Águas da Prata, estância turística cravada na Serra da Mantiqueira. Foi lá que passei a entender o que quero para minha vida: aprendi a ser sustentável – já que Águas da Prata é uma cidade turística e precisa se reinventar para continuar atraente –  e ser criativo – lá não havia muito o que fazer como criança o que obriga você a ter uma boa imaginação.

Aos 15 anos decido me mudar para São Paulo. Grande diferença: de 7 mil habitantes para 12 milhões! Na capital paulista, iniciei minha carreira profissional alguns anos depois, em 2009, quando fui Jovem Aprendiz de uma empresa de Engenharia. Durante o período, comecei a conhecer o mundo corporativo. Vi a necessidade de mais verde nos locais de trabalho e foi aí que criei o projeto “Tree of life” juntamente com meu amigo Ian Faria, que visava suprir essa demanda. No ano seguinte, o inscrevemos no prêmio “Empreenda”, do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial). Vencemos, após três fases eliminatórias. A partir de então, houve o surgimento de uma segunda bandeira: o empreendedorismo.

Esse prêmio foi um divisor de águas em minha vida, vale a pena assistir como foi esse momento:

Em 2012, durante um café com Tomás Matile, estudante de Engenharia Elétrica da Universidade Presbiteriana Mackenzie, tivemos todas as ideias para uma nova empresa, a qual se tornaria a RFix Soluções Sustentáveis, empresa que fomenta a cultura socioambiental no ramo B2B. No mês de julho, participamos do 6° Concurso de Empreendedorismo do Mackenzie, o qual vencemos e, por essa razão, conquistamos uma vaga para a Pré-Incubadora de Empresas da universidade. Em outubro do mesmo ano, participamos da 2° Mostra de Ideias “MACKMIDI”, onde apresentamos o projeto de nossa empresa. Fomos premiados, já que o público visitante nos escolheu como “Projeto Mais Sustentável”. Em 2013, a RFix é classificada pelo prêmio Santander Universidades como um dos 300 “Melhores Projetos Universitários Brasileiros”, entre 17 mil trabalhos avaliados. Mais tarde é eleita, novamente, como Projeto Mais Sustentável na 3° Mostra de Ideias MACKMIDI. Ainda no mesmo ano, conseguimos fazer nossa primeira venda, testando assim nosso produto.

Resultado Impactante: era um fracasso. Inviável tanto para nosso público alvo quanto para execução. Junto a isso veio a falta de capital, pois as reservas já seguiam a situação econômica do Brasil, a crise. Sentamos para conversar com o coordenador na incubadora para decidirmos o que faríamos.

Depois de muita reflexão, no início de 2014, a Rfix muda sua estratégia e foca no desenvolvimento de produtos para redução de consumo de energia elétrica. Para manter os custos, vendi meu carro e conseguimos uma vaga na incubadora, nesta fase adotei uma frase de vida “Ser louco é só o começo”, em um sistema de parceria com outra empresa que também estava com dificuldade financeira, com a condição de, no máximo, dividirmos uma sala.

INCUBADORA MACKFoto: Incubadora Mackenzie

A outra empresa era a Homã Arquitetura. Parece que o destino colaborou comigo, já que o dono, Homã Alvico, agregava muito em meu trabalho. Essa sintonia trouxe a ideia dos parklets como forma de promoção de ambas as empresas. Ao pensarmos nesse projeto, vimos um nicho de mercado em potencial.

Parklets. Não havia, na cidade, um parklet que chamasse nossa atenção ou que estivesse de acordo com o que vislumbrávamos. Passamos 4 meses pensando em uma empresa que pudesse atender esse nicho. Esse trabalho culminou na criação da Soul Urbanismo, e não poderia vir em melhor hora. Junto de sua fundação veio mais um prêmio, o Desafio Empreenda, da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

2Parklet Soul Urbanismo – Rua Salvador Cardoso – SP

A Rfix, infelizmente, não foi para frente como empresa. Porém, como uma espécie de protótipo, me ajudou a crescer como empreendedor. Foi com ela que passei a entender que clientes possuem necessidades específicas e que é preciso ouvi-las. Quando percebi, já estava passando esse conhecimento adiante, para colegas e amigos.

A Soul Urbanismo crescia e os parklets eram vendidos. Mas ainda havia a necessidade de fazer com que a interação das pessoas com a cidade fosse ainda mais especial. Faltava algo que fosse além do espaço físico, algo que essas pessoas pudessem levar consigo para casa. Depois de pensar muito e planejar ainda mais, criamos a Soul Cultura, uma empresa com o objetivo de levar mais cultura às cidades. A proposta é simples, mas o desafio é grande. Como ser inovador na cultura e em grandes centros urbanos? Se me permite, prefiro deixar essa pergunta no ar e convidar você a conhecer essa empresa.

Os meus conselhos sobre empreendedorismo passaram a tomar forma. Fui convidado a palestrar para alunos e foi aí que descobri uma nova paixão: inspirar pessoas. Comecei a estudar palestras de sucesso e ler muito a respeito. Minha paixão pelo tema cativou cada vez mais pessoas e foi assim que decidi fundar a EuGrande.

5-IMG_9610Palestra na final do Prêmio Empreenda 2015

Uma palestra simples é capaz de inspirar pessoas. Mas sei que posso ir além, sei que posso ajudar sempre um pouco mais. E é isso que faço com a EuGrande: já palestrei para mais de 14 mil jovens, sempre com o tema empreendedorismo em pauta. Eu sou empreendedor. E sou palestrante. Mas também sou palpiteiro de novos negócios. É juntando esses três fatores que busco minha paixão, que realizo e atinjo meus objetivos. O caminho é difícil e tenho muito trabalho pela frente. Mas é amando o que se faz que os fardos deixam de ser fardos e viram algo leve e simplificado. Eu faço o meu show todo dia. Quer fazer o seu? Vamos juntos!

Você tem alguma história show para compartilhar que teve com o Augusto?
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